Sintomas de ansiedade entre mulheres rurais e fatores associados
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- 19 de mar.
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O estudo analisado teve como principal objetivo, identificar quais sintomas de ansiedade aparecem entre mulheres que vivem em áreas rurais e de que forma fatores como aspectos sociodemográficos, econômicos, comportamentais e de saúde reprodutiva influenciam esses sintomas. Para isso, os pesquisadores realizaram um estudo observacional e transversal com 280 mulheres residentes em zona rural, utilizando um instrumento padronizado conhecido como Inventário de Ansiedade Traço-Estado (IDATE), que permite medir tanto a ansiedade como traço (tendência persistente) quanto como estado (sentimento atual).
Os resultados mostraram que os escores médios de ansiedade-estado foram de 38,3 pontos, enquanto os de ansiedade-traço alcançaram 41,4 pontos, indicando que as participantes apresentaram manifestações de ansiedade tanto em termos permanentes quanto em respostas a situações específicas.
Ao analisar os dados segundo variáveis individuais, a pesquisa identificou que algumas características se associam a níveis mais altos de ansiedade. Por exemplo, mulheres que relataram ter uma convivência ruim com o companheiro apresentaram escores significativamente maiores de ansiedade tanto no estado quanto no traço.

Outros fatores também demonstraram impacto significativo. O número de filhos vivos revelou-se um preditor importante: quanto maior o número de filhos, maiores foram os escores de sintomas ansiosos, também notou-se que a idade da mulher se mostrou relacionada à ansiedade-traço, de modo que mulheres mais jovens tendiam a apresentar maiores escores nessa dimensão. Variáveis como: não praticar atividade física, não realizar atividades de lazer e ter uma doença crônica também se mostraram associadas a maiores escores de ansiedade, especialmente quando analisadas isoladamente.
Do ponto de vista sociodemográfico, características como escolaridade, idade na primeira gravidez e o número de residentes no domicílio também apresentaram correlações com os escores de ansiedade em algumas análises exploratórias, embora não tenham se mantido em todas as etapas do modelo preditivo multivariado.
Os dados destacam que a ansiedade em mulheres rurais não depende apenas de fatores biológicos, mas está estreitamente ligada a condições de vida, relações familiares e contextos sociais específicos do meio rural. Isso sugere que profissionais de saúde, especialmente na atenção primária, precisam considerar essas condições ao planejar ações de promoção da saúde mental e estratégias de intervenção adaptadas à realidade rural.
REFERÊNCIA
PARREIRA, Bibiane Dias Miranda et al. Sintomas de ansiedade entre mulheres rurais e fatores associados. Escola Anna Nery, 2021.
Autora: Paloma Aparecida Flach



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