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Atendimento com classificação de risco na porta da emergência: O que você precisa saber?

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    Marketing
  • 30 de abr.
  • 2 min de leitura

A classificação de risco na porta da emergência é uma ferramenta dinâmica de organização dos serviços de saúde que visa priorizar o atendimento de pacientes com base na gravidade do quadro clínico e no potencial de agravamento, substituindo a simples ordem de chegada. Fundamentada pela Política Nacional de Humanização (PNH), essa prática envolve o acolhimento do usuário em uma sala privada, onde um enfermeiro realiza escuta qualificada e utiliza protocolos clínicos para definir o nível de prioridade.

No Brasil, o sistema de classificação é geralmente organizado em cinco níveis de cores, cada um com um tempo de espera estimado:


  • Vermelho (Emergência): Atendimento imediato (0 minutos) devido ao risco de morte.

  • Laranja (Muito Urgente): Atendimento em até 10 minutos.

  • Amarelo (Urgente): Atendimento rápido, podendo aguardar até 60 minutos.

  • Verde (Pouco Urgente): Casos estáveis que podem aguardar até 120 minutos.

  • Azul (Não Urgente): Casos de menor complexidade, com espera de até 240 minutos.



A execução dessa atividade é privativa do Enfermeiro (nível superior), conforme as resoluções do Conselho Federal de Enfermagem (COFEN). O profissional deve possuir capacitação específica e raciocínio clínico para identificar rapidamente sinais vitais alterados e riscos iminentes. A implementação deste modelo traz benefícios significativos, como o aumento da segurança do paciente ao evitar mortes preveníveis e a promoção da humanização, uma vez que reduz a ansiedade do usuário ao fornecer informações claras sobre os tempos de espera.


Após a classificação de risco, o paciente recebe uma identificação, geralmente por meio de pulseira, que indica sua prioridade de atendimento. Dessa forma, o usuário passa a ter uma estimativa do tempo de espera. Ressalta-se que os tempos estabelecidos são máximos recomendados; entretanto, caso o paciente não seja atendido dentro desse período, deverá ser obrigatoriamente reavaliado na sala de acolhimento para possível reclassificação.


Essa situação pode ocorrer, por exemplo, diante da chegada de um grande número de pacientes em estado grave, que demandam atendimento prioritário em função do risco iminente de morte.


Para os grupos com prioridade garantida por lei — como gestantes, idosos, crianças e pessoas incapazes — o fluxo de acolhimento e classificação de risco permanece o mesmo. No entanto, em situações de mesma classificação (por exemplo, dois pacientes classificados como azul), prevalece o critério legal de prioridade. Assim, entre um idoso e um adulto jovem, o idoso terá preferência no atendimento.


Para mais informações, você pode acessar nossos canais nas redes sociais ou enviar sua dúvida aqui no blog. Será um prazer atendê-lo.


REFERÊNCIAS


BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Acolhimento e classificação de risco nos serviços de urgência. Brasília: Ministério da Saúde, 2009. 56 p. (Série B. Textos Básicos de Saúde).

BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Manual de acolhimento e classificação de risco em obstetrícia. Brasília: Ministério da Saúde, 2017. 64 p.

SILVA, Annakelly Dutra; MIRANDA, Milena Araújo; RIBEIRO, Cristiano Drumond. A importância da triagem e classificação de risco na enfermagem de urgência. Revista JRG de Estudos Acadêmicos, [s. l.], v. 7, n. 15, jul./dez. 2024. DOI: 10.55892/jrg.v7i15.1744.

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