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Vacinação infantil

  • Foto do escritor: Marketing
    Marketing
  • 30 de abr.
  • 5 min de leitura

A vacinação é reconhecida como uma das mais eficazes estratégias para preservar e fortalecer a saúde e resistência da sociedade. Além de prevenir doenças graves, a imunização contribui para reduzir a disseminação de agentes infecciosos na comunidade, protegendo aqueles que não podem ser vacinados por apresentarem alguma contraindicação.

A política de vacinação é responsabilidade do Programa Nacional de Imunizações (PNI) do Ministério da Saúde. Estabelecido em 1973, o PNI desempenha um papel fundamental na promoção da saúde da população brasileira. Por meio do programa, o governo federal disponibiliza gratuitamente no Sistema Único de Saúde - SUS 50 imunobiológicos: 32 vacinas, 13 soros e 5 imunoglobulinas. Esses imunobiológicos incluem tanto as vacinas da rotina, presentes no calendário nacional de vacinação, quanto vacinas e imunoglobulinas indicadas para grupos em condições clínicas especiais, como pessoas com HIV, pessoas em tratamento de algumas doenças (câncer, insuficiência renal, entre outras), bebês muito prematuros ou com comorbidades, dentre outros, aplicadas nos Centros de Referência para Imunobiológicos Especiais (CRIE)/RIE, e inclui também vacinações estratégias de campanha para grupos vulneráveis, como a covid-19 e a influenza (gripe).


2. O IMPACTO DA VACINAÇÃO NA  VIDA DA CRIANÇA

A vacinação infantil é uma das estratégias de saúde pública mais eficazes na prevenção de doenças graves e evitáveis. No Brasil e no mundo, as vacinas têm um papel essencial na proteção da saúde das crianças, garantindo o bem-estar das futuras gerações.

Vacinar uma criança não protege apenas ela mesma, mas também toda a comunidade ao seu redor. Isso dificulta a circulação do vírus ou bactéria, protegendo até mesmo aqueles que não podem ser vacinados, como bebês recém-nascidos e pessoas com condições de saúde que impedem a vacinação.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que as vacinas previnem 2 a 3 milhões de mortes por ano no mundo. Doenças como poliomielite, sarampo, difteria e tétano, que historicamente causaram epidemias devastadoras, estão controladas ou erradicadas em muitas regiões graças à vacinação em massa.

No Brasil, o Programa Nacional de Imunizações (PNI), é um dos mais completos do mundo, oferecendo gratuitamente vacinas que protegem contra doenças como a poliomielite, hepatite B, coqueluche, rubéola e muitas outras. Segundo o Ministério da Saúde, o país conseguiu eliminar doenças como a varíola e reduzir drasticamente os casos de sarampo e poliomielite. No entanto, os recentes surtos de sarampo demonstram que a vacinação precisa ser constante e vigilante.


2.1 – Benefícios da vacinação

Redução de Mortalidade Infantil: Um estudo realizado pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) apontou que a mortalidade infantil global caiu pela metade desde 1990, com as vacinas desempenhando um papel crucial nessa conquista.

Prevenção de Doenças Graves: A vacinação impede complicações severas de doenças como a meningite e a pneumonia, que podem deixar sequelas permanentes, como surdez e lesões neurológicas.

Economia de Recursos de Saúde: Vacinar é um investimento a longo prazo. O custo de tratamento de uma doença evitável é muito superior ao custo da imunização. O Banco Mundial estima que cada dólar gasto em vacinas gera economias de até 16 vezes no tratamento de doenças.


2.2 – O que acontece se não vacinar?

A hesitação ou recusa vacinal pode resultar no retorno de doenças graves que já haviam sido eliminadas, trazendo altos riscos à saúde infantil e de toda a sociedade.


2.3 –  Calendário nacional de vacinação de 2026

Atenção aos prazos. A 1ª dose deve ser aplicada entre 1 mês 15 dias e 11 meses 29 dias de idade; a 2ª dose entre 3 meses 15 dias e 23 meses 29 dias de idade; intervalo mínimo de 30 dias entre as doses. Caso a 1ª dose não seja recebida no período indicado, perde-se a oportunidade de vacinação contra o rotavírus.

  •  Crianças de 6 meses a menores de 6 anos devem ser vacinadas todo ano. Quem vai receber a vacina pela primeira vez deve tomar 2 doses com 30 dias de intervalo. As que já tomaram em anos anteriores recebem apenas 1 dose por ano.

  •  Recomenda-se 2 doses (aos 6 e 7 meses, vacina Spikevax) ou 3 doses (aos 6, 7 e 9 meses, vacina Comirnaty). Criança sem esquema completo até 9 meses de idade, vacinar até 4 anos 11 meses 29 dias, com intervalo mínimo de 4 semanas entre 1ª e 2ª dose e 8 semanas entre 2ª e 3ª dose. Para imunocomprometidos, 3 doses + doses periódicas de 6/6 meses até 4 anos 11 meses 29 dias de idade.

  •  A vacina de febre amarela pode ser recomendada para a idade de 6 a 8 meses quando há alto risco de contrair a doença e não é possível adiar a vacinação. Isso vale para quem vive ou vai viajar para áreas com transmissão ativa, sempre após avaliação do serviço de saúde. E diante desse risco, todas as crianças devem manter a situação vacinal atualizada. No caso de viagem, a vacina deve ser tomada pelo menos 10 dias antes, tempo necessário à proteção.

  • Em casos de indisponibilidade da vacina varicela monovalente, a vacina tetraviral poderá ser utilizada.

  •  Recomenda-se 1 dose de reforço com dT a cada 10 anos após a última dose DTP, antecipando para 5 anos em caso de exposição ao risco de tétano e difteria.

  •  Uma segunda dose deve ser administrada com intervalo de 5 anos após a 1ª dose.

  •  A vacina dT é recomendada a partir de 7 anos, para complementação de esquemas em atraso ou reforços.

  •  O papilomavírus humano causa verrugas anogenitais, nos lábios, língua, garganta, masculino e feminino, relacionadas ao desenvolvimento de câncer em colo de útero, vulva, vagina, ânus, pênis, boca e orofaringe.


3. CONCLUSÃO

 A vacinação se consolida como uma das intervenções mais importantes da saúde pública, sendo essencial para a prevenção de doenças, redução da mortalidade infantil e promoção da qualidade de vida. Ao longo dos anos, programas como o Programa Nacional de Imunizações (PNI) têm contribuído significativamente para o controle e até a erradicação de diversas doenças no Brasil.

No contexto infantil, a imunização desempenha um papel fundamental na proteção individual e coletiva, garantindo não apenas a saúde das crianças, mas também a segurança de toda a comunidade por meio da imunidade coletiva. Os benefícios vão além da saúde, refletindo também em impactos sociais e econômicos positivos.

Entretanto, a queda nas taxas de vacinação e a hesitação vacinal representam desafios preocupantes, podendo levar ao reaparecimento de doenças já controladas. Dessa forma, torna-se indispensável reforçar a importância da conscientização da população, do acesso à informação de qualidade e do cumprimento do calendário vacinal.

Portanto, investir em vacinação é investir no futuro, na proteção das próximas gerações e no fortalecimento do sistema de saúde, sendo um compromisso coletivo entre governo, profissionais da saúde e sociedade.


REFERÊNCIA

BRASIL. Ministério da Saúde. Programa Nacional de Imunizações (PNI). Brasília: Ministério da Saúde, 2023. Disponível em: https://www.gov.br/saude. Acesso em: 23 mar. 2026.

BRASIL. Ministério da Saúde. Calendário Nacional de Vacinação. Brasília: Ministério da Saúde, 2026. Disponível em: https://www.gov.br/saude. Acesso em: 23 mar. 2026.

FUNDO DAS NAÇÕES UNIDAS PARA A INFÂNCIA (UNICEF). Situação mundial da infância. Nova York: UNICEF, 2023. Disponível em: https://www.unicef.org. Acesso em: 23 mar. 2026.

ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE (OMS). Immunization coverage. Genebra: OMS, 2023. Disponível em: https://www.who.int. Acesso em: 23 mar. 2026.

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